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domingo, 11 de setembro de 2011

Meu caro Waly! Acho que o sol de nossa terra instiga a sedução!

EXTERIOR - Waly Salomão
Por que a poesia tem que se confinar

às paredes de dentro da vulva do poema?

Por que proibir à poesia
estourar os limites do grelo
da greta
da gruta
e se espraiar em pleno grude
além da grade
do sol nascido quadrado?

Por que a poesia tem que se sustentar
de pé, cartesiana milícia enfileirada,
obediente filha da pauta?

Por que a poesia não pode ficar de quatro
e se agachar e se esgueirar
para gozar
-CARPE DIEM!-
fora da zona da página?

Por que a poesia de rabo preso
sem poder se operar
e, operada,
polimórfica e perversa,
não poder travestir-se
com os clitóris e os balangandãs da lira?
Meu conterr

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